Olha, ninguém esperava isso. Na verdade, não. O Chelsea, recém-saído da Liga dos Campeões, entrando em Goodison Park em busca de algum tipo de consolo. Em vez disso, levaram uma surra. O Everton, um time que não conseguia marcar um gol há semanas, de repente parecia um time de outro mundo, vencendo por 3 a 0. E Beto, o cara que todos esperávamos ver realmente engrenar, finalmente entregou, marcando dois gols e se tornando o primeiro Toffee a marcar mais de uma vez em um jogo em toda a temporada. Essa é uma estatística impressionante quando você pensa nisso, considerando que já estamos em dezembro.
A questão é a seguinte: esta não foi apenas uma vitória; pareceu uma declaração. Por meses, o Everton tem lutado, brigando contra o rebaixamento, muitas vezes parecendo inofensivo no ataque. O último jogador a marcar vários gols foi Demarai Gray em maio, quando ele marcou duas vezes contra o Brighton. É por isso que a seca tem sido tão longa. O primeiro gol de Beto, um cabeceio clínico aos 58 minutos de um cruzamento de Dwight McNeil, mostrou o tipo de presença aérea que ele traz. O seu segundo, nos acréscimos, um rebote de um chute desviado, foi o tipo de finalização corajosa e de perto que Goodison adora. E você podia sentir o alívio, não apenas do atacante, mas de toda a torcida.
**O Colapso do Meio-Campo do Chelsea**
Mas sejamos realistas, o Chelsea facilitou. O time de Mauricio Pochettino parecia completamente desprovido de ideias. Eles conseguiram apenas dois chutes a gol no primeiro tempo, apesar de terem mais de 65% de posse de bola. Enzo Fernández, comprado por €121 milhões em janeiro, estava anônimo. Mykhailo Mudryk, outra contratação cara, não ofereceu nada no ataque e parecia perdido defensivamente. Uma coisa é perder, outra é parecer completamente desinteressado, especialmente depois de ser eliminado da Europa. Este time do Chelsea gastou mais de um bilhão de libras nos últimos dois anos, e muitas vezes joga como um grupo de estranhos. Isso não é treinamento, é um problema fundamental com recrutamento e cultura.
O Everton, em contraste, jogou como um time possuído. Abdoulaye Doucouré, como de costume, estava em todo lugar, fazendo um trabalho que cansaria dois homens. Seu gol, um chute potente aos 75 minutos, encapsulou a energia e o desejo que o Chelsea completamente não tinha. Jordan Pickford mal teve uma defesa séria para fazer, um crédito para a linha de quatro defensores de Ashley Young, James Tarkowski, Jarrad Branthwaite e Vitaliy Mykolenko, que se mantiveram firmes. Eles não apenas defenderam; eles frustraram, eles incomodaram e eles sufocaram qualquer criatividade que o Chelsea esperava reunir.
Esta vitória, vindo na sequência de uma boa fase que os viu conquistar sete pontos em seus últimos quatro jogos antes deste, dá a Sean Dyche algo tangível para construir. Não são apenas os três pontos; é a confiança que vem de uma performance dominante contra um time do "big six", mesmo que esse time seja atualmente uma sombra de seu antigo eu. Isso prova que eles podem marcar gols, não apenas conseguir empates.
**O Caminho à Frente para os Toffees**
Para o Everton, este resultado não é um acaso. É um sinal de que as peças estão finalmente começando a se encaixar. Beto, com esses dois gols, agora tem uma plataforma. As opções de ataque parecem mais variadas. E a defesa, muitas vezes seu ponto mais forte, permanece sólida. Eles ainda não estão completamente fora de perigo, sentados logo acima da zona de rebaixamento, mas esta vitória proporciona um enorme impulso psicológico.
Minha previsão ousada? Beto termina a temporada com dois dígitos de gols na liga. Esta performance contra o Chelsea não será apenas um acaso; é o começo dele encontrando seu lugar na Premier League.