Michael Carrick estava furioso no sábado. E quem poderia culpá-lo? Sua equipe do Manchester United, já cambaleando por uma temporada esquecível, perdeu dois pontos contra o Bournemouth graças ao que ele chamou de decisões de pênalti "surpreendentes". O United empatou em 2 a 2 no Vitality Stadium, um resultado que parecia mais uma derrota dadas as circunstâncias e a pressão constante sobre Erik ten Hag.
Olha, o United não jogou bem. Vamos deixar isso claro. Dominic Solanke abriu o placar para o Bournemouth aos 16 minutos, aproveitando uma defesa verdadeiramente caótica. Bruno Fernandes empatou aos 31 com um bom chute, mas Justin Kluivert colocou os Cherries novamente à frente apenas cinco minutos depois. A troca de gols foi uma bagunça. Fernandes então marcou seu segundo, de pênalti, aos 65 minutos para empatar novamente. Mas a verdadeira história, aquela que deixou Carrick praticamente cuspindo fogo, veio nos acréscimos.
**O Fiasco do VAR no Vitality**
É o seguinte: o Bournemouth teve dois fortes pedidos de pênalti negados pelo árbitro Stuart Attwell e, crucialmente, pelo VAR. O primeiro, um claro toque de mão de Aaron Wan-Bissaka aos 43 minutos, parecia um pênalti indiscutível. O braço de Wan-Bissaka estava estendido, claramente fazendo contato com a bola, e impediu uma oportunidade de gol. Attwell ignorou. O VAR analisou e, de alguma forma, decidiu não intervir. Carrick, falando após a partida, descreveu como "desconcertante" e disse que simplesmente não conseguia compreender como não foi marcado. E, francamente, eu também não. Pelos replays, parecia um pênalti de livro.
Então, já nos acréscimos, veio o segundo grande momento. Ryan Christie caiu na área após um desafio de Willy Kambwala. Pareceu leve em velocidade normal, mas na revisão, Kambwala definitivamente tocou no tornozelo de Christie. Attwell inicialmente apontou para a marca da cal, apenas para o VAR recomendar que ele fosse olhar o monitor. Após uma longa revisão, Attwell reverteu sua própria decisão, considerando que não foi falta. Carrick chamou essa decisão de "surpreendente". E sim, foi uma decisão selvagem para reverter, especialmente depois de inicialmente ter marcado. Quer dizer, o que exatamente ele viu na tela que mudou sua mente tão drasticamente? O contato estava lá.
Falando sério: o United se safou de uma. Talvez duas. Essas decisões impactaram diretamente o placar e custaram ao Bournemouth a chance de uma vitória famosa sobre um gigante em dificuldades. Não se trata apenas de um árbitro tendo um dia ruim; este é o VAR, o sistema projetado para corrigir "erros claros e óbvios", de alguma forma tornando as coisas *mais* confusas e, neste caso, aparentemente *mais* erradas. O desempenho de Attwell foi uma aula de inconsistência. O United pode ter salvado um ponto, mas dificilmente o mereceu.
Toda essa confusão apenas destaca o caos contínuo com a arbitragem da Premier League. Parece que toda semana há uma nova controvérsia do VAR. O sistema deveria trazer clareza, mas está apenas adicionando mais lenha à fogueira. Equipes como o Bournemouth, lutando por cada ponto, são as que mais sofrem com essas decisões desconcertantes. É uma pena, porque ofusca o 17º gol de Solanke na liga nesta temporada, um recorde pessoal para ele.
A frustração de Carrick é justificada. Não foram decisões marginais; foram momentos decisivos que foram contra o time da casa. O United está agora em sétimo na tabela, 10 pontos atrás do Aston Villa, quarto colocado. Suas chances de Liga dos Campeões parecem mortas e, francamente, não acho que eles mereçam com atuações como esta e sorte na arbitragem como essa.
Aqui está minha previsão: Se o VAR continuar a atrapalhar essas decisões de alto risco, veremos um técnico eventualmente retirar sua equipe do campo em protesto. É apenas uma questão de tempo até que alguém perca completamente a cabeça.