Você assiste futebol o suficiente, você pensa que já viu de tudo. Então você tem um jogo como o empate em 2 a 2 do Manchester United contra o Bournemouth em 13 de abril, e você percebe que os árbitros ainda podem lançar uma bola curva tão selvagem que deixa todo mundo coçando a cabeça. Michael Carrick, o técnico do United, não mediu palavras após o apito final. Ele chamou as decisões de pênalti de "surpreendentes" e "desconcertantes", e, honestamente, é difícil discordar dele.
O United, em sexto lugar na tabela da Premier League, precisava desesperadamente de três pontos para manter viva qualquer esperança de uma vaga na Liga dos Campeões. Eles começaram mal, perdendo por 1 a 0 aos 16 minutos, quando Dominic Solanke marcou contra André Onana. Bruno Fernandes, sempre confiável, empatou para os Reds aos 31 minutos, um bom chute após algum caos na área. Mas então veio o primeiro momento "surpreendente". Pouco antes do intervalo, Willy Kambwala, um jovem zagueiro fazendo sua quinta partida na liga, foi julgado por ter cometido falta em Justin Kluivert na área. As repetições mostraram contato mínimo, se houver, mas o apito soou. Pênalti para o Bournemouth. Marcus Tavernier converteu, colocando os Cherries em vantagem por 2 a 1 no intervalo.
É o seguinte: você pode dar ao árbitro o benefício da dúvida em algumas decisões, especialmente no calor do momento. Mas a revisão do VAR naquele incidente de Kambwala parecia ter perdido algo fundamental. Foi suave, mesmo para os padrões modernos. E mudou completamente o ímpeto. O United tinha acabado de lutar para voltar ao jogo, e então, bum, outra montanha para escalar.
O segundo tempo viu o United correndo atrás do placar, e Fernandes novamente apareceu, marcando um pênalti próprio aos 65 minutos após um toque de mão de Adam Smith. Crédito a ele por manter a compostura. Mas então, nos acréscimos, o verdadeiro quebra-cabeça. Ryan Christie se enroscou com Alejandro Garnacho na entrada da área. O árbitro Stuart Attwell inicialmente apontou para a marca do pênalti, o terceiro pênalti do jogo. Carrick estava furioso na lateral, antecipando outro golpe. Mas após uma longa revisão do VAR, Attwell reverteu sua decisão, julgando o contato como fora da área e concedendo uma cobrança de falta.
Olha, o VAR deveria trazer clareza, certo? Mas neste caso, apenas aumentou a confusão. Como um árbitro pode apontar para a marca do pênalti, depois ter a decisão anulada por estar fora da área, mas ainda assim não dar uma cobrança de falta em uma posição perigosa? A bola mal foi movida para frente para o reinício. Pareceu uma decisão de compromisso, quase como se Attwell soubesse que havia errado na decisão inicial, mas não quisesse corrigi-la totalmente. O United precisava daquela cobrança de falta, daquela última oportunidade, e ela foi essencialmente tirada. Eles terminaram o jogo com 14 chutes, cinco no alvo, mas apenas dois gols para mostrar.
A frustração de Carrick é compreensível. Sua equipe lutou muito, especialmente Fernandes com seus dois gols, o que o coloca com 10 gols na Premier League na temporada. Mas quando os árbitros tomam decisões que impactam diretamente o placar, e essas decisões são questionáveis na melhor das hipóteses, isso deixa um gosto amargo. Este empate coloca a temporada do United firmemente à beira do abismo; eles estão agora 10 pontos atrás do Aston Villa em quarto lugar com apenas seis jogos restantes. Honestamente, eles não vão para a Liga dos Campeões. E, francamente, depois de uma arbitragem como essa, eu não os culpo.
Na próxima semana, o United recebe o Newcastle, outra equipe que busca vagas europeias. Prevejo que veremos um time do United jogando com raiva, e Fernandes marcará novamente, mas o resultado ainda será um frustrante empate em 1 a 1.