Olha, empates em 0-0 não são exatamente material para o horário nobre, mas a noite de sábado em Elland Road foi uma aula de garra defensiva, ou talvez apenas uma falta de brilho ofensivo. Leeds United e Brentford empataram, um jogo onde ambas as defesas pareciam muito mais confortáveis do que seus colegas de ataque. Foi apertado, foi tenso e, francamente, foi um pouco chato.
A questão é que não se pode criticar o esforço. Pascal Struijk, do Leeds, por exemplo, fez um grande trabalho, vencendo 5 de seus 6 duelos aéreos. Ele estava em todo lugar. E Ethan Pinnock, do Brentford, que tem sido uma rocha durante toda a temporada, completou 92% de seus passes, a maioria deles limpando qualquer perigo potencial. Não foram atuações desleixadas dos defensores; eles foram organizados, disciplinados e, francamente, muito bons em seus trabalhos. As estatísticas comprovam: o Leeds conseguiu apenas 2 chutes a gol durante todo o jogo, e o Brentford teve apenas 1. Isso diz tudo o que você precisa saber sobre a qualidade das chances criadas.
**A Confusão no Meio-Campo**
Aqui está o problema: quando seus defensores são os jogadores mais emocionantes em campo, algo está errado mais à frente. O meio-campo do Leeds lutou para se conectar com Patrick Bamford, que ficou isolado por longos períodos. Ele teve apenas 27 toques em 90 minutos, um número bastante condenatório para um único atacante. Contra um time do Brentford bem treinado que manteve sua formação como um desfile militar, esse tipo de isolamento é uma sentença de morte para o futebol ofensivo. Os Bees, por sua vez, também não brilharam. Ivan Toney, que marcou 20 gols na temporada passada, parecia frustrado, muitas vezes recuando apenas para tocar na bola. Ele registrou apenas um chute, que foi bloqueado.
Parte disso é a corrida armamentista tática que está acontecendo na Premier League. Os treinadores estão tão focados em negar espaço, em sufocar as transições, que às vezes a faísca criativa é apagada. Você viu isso em outubro passado, quando o Manchester City venceu o Brighton por 2 a 1, mas mesmo assim, o City ainda conseguiu 19 chutes. O sábado foi diferente. Parecia que ambas as equipes se anularam ativamente, em vez de uma não conseguir quebrar a outra. Foi um acordo mútuo para não marcar.
**De Onde Vêm os Gols?**
Então, para onde Leeds e Brentford vão a partir daqui? Para o Leeds de Jesse Marsch, encontrar uma ameaça de gol consistente além de Bamford é crucial. Brenden Aaronson mostra lampejos, mas ainda não é um finalizador consistente. Ele marcou apenas um gol em suas últimas 10 aparições. Eles precisam de alguém para se destacar, especialmente com os jogos chegando rapidamente. O próximo é o Nottingham Forest, outro time que provavelmente priorizará a solidez defensiva.
Quanto ao Brentford, Thomas Frank construiu uma unidade fantástica, mas eles também precisam de mais variedade ofensiva. Eles dependem muito do brilho de Toney, e quando ele é sufocado, como foi por Liam Cooper e Robin Koch no sábado, a fonte pode secar. Seus últimos três jogos renderam apenas um gol. Minha aposta? A menos que o Leeds gaste uma quantia considerável em um artilheiro comprovado na janela de janeiro, eles ficarão atolados na metade inferior da tabela, constantemente lutando por pontos nesses tipos de jogos de "moer". Eles precisam de um diferencial, e logo.
Vou te dizer uma coisa: prevejo que o Leeds contratará um novo atacante antes do final de janeiro, e isso lhes custará mais de £25 milhões.