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A Ilusão de Pep: O "Melhor" do City É Uma Memória Distante

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📅 22 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 22-03-2026 · Pep Guardiola: Manchester City 'perto' de voltar ao seu melhor

Pep Guardiola disse isso esta semana e, honestamente, me fez pensar duas vezes. "Perto" do seu melhor? Depois daquela atuação no Santiago Bernabéu, onde o Real Madrid os abriu com uma facilidade quase casual, não tenho mais tanta certeza da definição de "melhor" de Pep. O City perdeu o jogo de ida das quartas de final por 3 a 3, um placar que os lisonjeou, dada a frequência com que Vinícius Júnior e Rodrygo passeavam em espaços enormes. O gol de Rodrygo aos 14 minutos veio de um contra-ataque rápido, expondo uma defesa que parecia completamente desnorteada.

A questão é que este não é o time do City que atropelou o Arsenal por 4 a 1 no Etihad em abril passado, selando efetivamente o título. Aquele time jogava com arrogância, uma pressão sufocante e uma crueldade que tem faltado em momentos cruciais nesta temporada. Eles ainda estão vencendo, claro. Venceram o Luton por 5 a 1 no último fim de semana, e Phil Foden marcou um hat-trick contra o Aston Villa no início de abril. Mas mesmo nessas vitórias, você vê flashes de algo… menos. O controle não é tão absoluto, os erros um pouco mais frequentes. Lembra do empate em 1 a 1 com o Chelsea em fevereiro, onde o gol de empate tardio de Rodri encobriu uma atuação desarticulada? Essa não é a marca de um time "perto" do seu auge.

**Os Fantasmas dos Triplos Passados**

A questão é a seguinte: o time que venceu a tríplice coroa na temporada passada foi uma anomalia, uma tempestade perfeita. Eles venceram 12 jogos consecutivos na liga de fevereiro a maio, com uma média de 3,25 gols por jogo nesse período. Erling Haaland era uma força nova e aterrorizante, quebrando o recorde de gols em uma única temporada da Premier League com 36 gols. Ilkay Gündogan, que Deus o abençoe, encontrou outro nível, aparecendo com gols cruciais como seu brace na final da FA Cup contra o Manchester United. Esse tipo de domínio implacável e sufocante é incrivelmente difícil de replicar. E, francamente, eles não o fizeram.

Olha, este ano, o City já perdeu pontos em sete jogos da liga. Na temporada passada, eles só perderam pontos em oito *no total*. Eles empataram em 4 a 4 com o Chelsea em novembro, um jogo caótico onde eles cederam um pênalti aos 95 minutos. Eles perderam por 1 a 0 para o Aston Villa em dezembro, um jogo onde o Villa os dominou completamente e poderia ter vencido por mais. Não são apenas falhas; são rachaduras na fortaleza. Kevin De Bruyne tem estado dentro e fora com lesões, perdendo uma grande parte da temporada depois de sair mancando contra o Burnley no dia de abertura. E enquanto Foden está se destacando, o meio-campo nem sempre tem a mesma compreensão telepática que tinha antes.

E, honestamente, o jogo contra o Real Madrid expôs a maior falha: a defesa, principalmente quando solicitada a defender contra a velocidade. Rúben Dias e Manuel Akanji pareciam lentos, fora de posição e completamente incapazes de lidar com Vinícius e Rodrygo. Eles cederam seis chutes a gol apenas no primeiro tempo. Isso não é um time "perto" do seu melhor. É um time com sérias vulnerabilidades que a melhor oposição explorará todas as vezes.

Minha opinião? Este time do City não está "perto" do seu melhor. Já passou. Eles ainda são um time de elite, capaz de vencer qualquer um em seu dia, mas a aura de invencibilidade se foi. Eles não vão ganhar a Liga dos Campeões este ano. O Real Madrid os eliminará no Etihad, provavelmente por um único gol, expondo essas fragilidades defensivas mais uma vez.