Olha, já vi algumas atuações ruins do Spurs ao longo dos anos. Cobri o final da era Tim Sherwood, pelo amor de Deus. Mas o que aconteceu no Tottenham Hotspur Stadium no sábado, uma capitulação em casa por 3 a 0 para o Nottingham Forest, pareceu diferente. Não foi apenas uma derrota; foi uma rendição, uma admissão pública de que este elenco, sob Igor Tudor, está completamente quebrado.
O Tottenham entrou naquela partida contra o Forest, um time que também luta para ficar acima da zona de rebaixamento, com a chance de estabilizar o barco após uma série de resultados indiferentes. Em vez disso, foram atropelados. Anthony Elanga, Morgan Gibbs-White e Chris Wood balançaram as redes antes da marca de uma hora, abrindo caminho por uma defesa do Spurs que parecia de estranhos jogando juntos. Guglielmo Vicario, que havia sido um raro ponto positivo nesta temporada, foi exposto repetidamente. As estatísticas contam uma história sombria: o Forest registrou 15 chutes a gol contra 10 do Spurs, e crucialmente, colocou 7 no alvo enquanto o Tottenham conseguiu apenas 3. Não foi um roubo; o Forest mereceu cada pedaço dessa vitória dominante.
**O Experimento Tudor Falha Espetacularmente**
Quando Tudor chegou em janeiro, substituindo o demitido Ange Postecoglou, havia uma sensação de otimismo cauteloso. Seu trabalho anterior com o Marseille e o Verona sugeria um treinador que poderia incutir um estilo disciplinado e agressivo. Essa visão simplesmente nunca se materializou no norte de Londres. O Tottenham agora venceu apenas dois de seus últimos oito jogos na Premier League, um período que inclui uma humilhante derrota por 4 a 0 para o Newcastle e uma fraca derrota por 2 a 0 para o Chelsea. Isso não é apenas um percalço; é uma crise completa. O Tottenham agora está em 13º lugar, apenas oito pontos acima da zona de rebaixamento, e com uma diferença de gols muito pior do que os times ao seu redor. Dada a sua forma atual, não é absurdo dizer que eles estão muito envolvidos na luta contra o rebaixamento.
É o seguinte: as escolhas táticas de Tudor têm sido desconcertantes. A mudança para uma linha de três zagueiros desestabilizou uma defesa que já lutava por coesão. Cristian Romero, geralmente uma rocha, parece desconfortável. Pedro Porro, tão eficaz como ala-lateral sob Postecoglou, foi empurrado para um papel mais defensivo onde seus instintos ofensivos são sufocados. E na frente, o time parece completamente desprovido de criatividade. Son Heung-min, seu capitão e talismã, pareceu isolado e frustrado, não conseguindo registrar um chute a gol contra o Forest até o minuto 78. Richarlison, que marcou 10 gols no início da temporada, está invisível há semanas.
Falando sério: Tudor perdeu o vestiário. Você podia ver na linguagem corporal dos jogadores no sábado – cabeças baixas, sem comunicação, sem luta. Isso é uma acusação condenatória de um treinador que deveria injetar um pouco de fogo. Os torcedores, antes ferozmente leais, agora estão se virando. As vaias que caíram das arquibancadas no final do jogo contra o Forest foram ensurdecedoras, um som que sinaliza um medo genuíno pelo status do clube na Premier League. O presidente Daniel Levy, que tomou a decisão de trazer Tudor, agora enfrenta uma decisão impossível. Permanecer com ele parece suicida; demiti-lo tão cedo depois de Postecoglou seria uma admissão de outro erro gerencial massivo.
Mas, francamente, que escolha ele tem? Este time está em espiral, e está fazendo isso rapidamente. Minha aposta quente? O Tottenham perderá pelo menos dois de seus próximos três jogos contra Everton, Brighton e Aston Villa, despencando ainda mais na tabela. Eles estão simplesmente muito disfuncionais agora para somar pontos consistentemente.
**Previsão Audaciosa:** O Tottenham terminará em 16º nesta temporada, evitando por pouco a queda, e Igor Tudor terá ido embora antes do apito final em 19 de maio.